quinta-feira, 9 de julho de 2015

Clássicos da Perfumaria IV

7) Fracas, Robert Piguet


O que as cantoras Madonna e Courtney Love, a estilista Carolina Herrera, a apresentadora Martha Stewart e a atriz Kim Basinger têm em comum, além do fato de serem loiras e famosas?

Respondo: A preferência por uma das fragrâncias mais intensas da perfumaria, o perfume Fracas, da Maison Robert Piguet. 


Fracas foi lançado em 1948 pela mestre perfumista francesa Germaine Ceiller, que foi uma das primeiras mulheres a ousar adentrar num espaço, até então, restrito apenas aos homens, o mundo da perfumaria. 

Mulher inovadora, Ceiller foi a responsável pela criação de uma das primeiras fragrâncias chypres da perfumaria, o perfume Bandit, em 1944, pela casa de Piguet. Além disso, no ano seguinte, ela inovou a perfumaria com a criação do primeiro perfume "verde" que se tem notícia, o delicioso Vent Vert, da Casa Balmain.

De volta à Maison Piguet, no ano de 1948, a francesa surpreendeu a todos com uma fragrância que até hoje é considerada o marco das fragrâncias mais intensas - Fracas - uma explosão da mais pura tuberosa indiana.

Fracas possui notas de abertura de tangerinas, pêssegos, jacintos, bergamotas, flores de laranjeira e folhas verdes. Suas notas intermediárias são de rosas, narcisos, gardênias, raízes de violetas, cravos, coentro, gerânios rosas jasmins, lírios do vale, íris branca e, é claro, as mais puras e intensas tuberosas indianas. Já suas notas de fundo são de musgo de carvalho, vetiver, cedro, sândalo, âmbar e almíscar.

Apesar do perfume ter sido descontinuado nos anos oitenta, ele ressurgiu em 1996 com um estrondoso sucesso, que mantém até hoje.



(Foto - Arquivo Pessoal)


  

terça-feira, 7 de julho de 2015

Clássicos da Perfumaria III

5) Dioríssimo


Em 1956, Edmond Roudnitska, criador  do Eau Savage, até hoje considerado o carro-chefe dos perfumes masculinos da Maison Dior e do delicioso Diorama, lançou um perfume floral no intuito de fugir dos aromas adocicados reinantes na década dos anos dourados. 
O perfumista de Grasse criou então o Diorissimo, uma fragrância floral ao mesmo tempo simples e marcante, quem possui como notas de saída bergamota e folhas verdes. As notas intermediárias são uma explosão de flores, como ylang-ylang, borônias, lírios, jasmins, lírios do vale, açucenas e alecrim. Suas notas de fundo são de almíscar e de madeira de sândalo.
O resultado é um perfume feminino e expressivo, atemporal, de fragrância ao mesmo tempo acentuada e delicada. É uma boa pedida para quem gosta de perfumes clássicos mas não se sente confortável com fragrâncias atalcadas.



6) Fleurs de Rocaille & Fleur de Rocaille


É bom lembrar que Fleur de Rocaille não deve seu sucesso apenas ao conhecimento perfumístico do Tenente-Coronel Frank Slade, interpretado por Al Pacino, no clássico Perfume de Mulher. 
Quando o filme estreou nas bilheterias, em 1992, a Maison Caron ainda não tinha lançado a versão mais contemporânea do perfume mais famoso da casa. 
Fleurs de Roccaile e Fleur de Rocaille, que muitas pessoas acreditam  se tratar de um mesmo perfume, são na verdade, dois perfumes distintos. 
Antecipando a onda de releituras de perfumes clássicos (como a criação do Miss Dior Chérie, da Maison Dior) em 1993, a casa francesa "rejuvenesceu" a fórmula da fragrância, que havia sido criada em 1934 por Ernest Daltroff.



Na criação de 1934, o Fleurs de Roccaile EDP tinha em sua composição notas de saída aldeídicas, além de aroma de tintura de rosas, lilases e jasmins. Suas notas de corpo eram violetas, lírios do vale, cravíneas e ylang-ylang. Já as notas de fundo eram compostas por almíscar, cedro da Virgínia, musgo de carvalho e sândalo.  

Por sua vez, o perfume contemporâneo que já estreou como um clássico da perfumaria, Fleur de Rocaille, ganhou notas de gardênia, tuberosa, mimosa, âmbar, almíscar e íris, que acrescentadas ao aroma do primeiro perfume, tornaram a fragrância ainda mais deliciosa.

Quase sessenta anos separam as duas fórmulas, e a mudança também caracterizada pela frasco diferente e também pelo singular da palavra flores, quase imperceptível aos narizes menos treinados, é a prova de que tudo que é bom pode ficar ainda melhor.





(Fotos - Arquivo Pessoal e Fragrantica.com)


quarta-feira, 3 de junho de 2015

Clássicos da Perfumaria - ll


3)  Cabochard, de Grés


Um dos perfumes chypres mais marcantes e que até hoje é adorado por mulheres que gostam de fugir dos modismos, Cabochard foi lançado há 55 anos atrás, em 1959. 

Seu nome, que significa "teimosa"  em francês, foi escolhido por Madame Grés, após uma viagem sua à Índia. Suas notas de saída são aldeídos, especiarias (a presença marcante dos aromas indianos se faz presente aqui), notas frutais, assafétida, limão e estragão. 

Dentre as  notas intermediárias, destacam-se notas florais de rosa, gerânio, jasmim, ylang-ylang e lírio da terra.  As notas de fundo, que são as que fazem desse perfume, um perfume atemporal e intenso são couro, almíscar, tabaco, musgo de carvalho, âmbar, sândalo e vétiver. 

A foto que ilustra a fragrância mostra o frasco da edição especial que celebrou, em 2009,  os 50 anos do delicioso perfume.

                                        

4) Chanel n.5,

Qualquer lista de perfumes que se preze não pode deixar de trazer o que é considerado o perfume mais famoso do mundo, eternizado pela atriz mais famosa de Hollywood, foi criado em 1921, após quatro tentativas infrutíferas de Mademoiselle Chanel aprovar a fragrância que, para ela, teria um "perfume de mulher". 
Aprovada, a quinta tentativa de acertar a fragrância (daí o nome Número 5), que faz a alegria de milhões de narizes ao redor do mundo e, até hoje, desperta a curiosidade de quem se aventura pelo mundo dos aromas olfativos, é um floral aldeídico que possui como notas de saída, além do aldeído, ylang-ylang, neroli e lírio do vale. 
Suas notas intermediárias são rosas e maio e o inconfundível jasmin de Grasse, tendo ao fundo o toque oriental e levemente adocicado do sândalo, baunilha e vétiver. 
Uma releitura moderna do clássico perfume, o N.o 5 Eau Première, lançado na segunda metade da década de 2000, é uma opção para quem quer sentir-se clássica, mas ao mesmo tempo, mais moderna.



(Fotos - Arquivo Pessoal)


terça-feira, 2 de junho de 2015

Clássicos da Perfumaria l

Assim como a música e a literatura, a perfumaria também têm os seus perfumes clássicos.Quando pensamos em algo clássico, imediatamente nos surge a ideia de algo que nunca cai de moda, e estamos certos em pensar assim.

Todo clássico é algo que geralmente representa uma época e a transcende, passando por inúmeras gerações sem que perca seu valor, muitas vezes inspirando gerações futuras.

Na perfumaria não é diferente, mesmo as grandes casas, como Dior, Guerlain ou até mesmo Chanel, que têm como carro-chefe em vendas seus perfumes mais tradicionais, sempre apostam em novidades inspiradas naqueles que são os grandes perfumes da casa. 

Elaborar uma lista com o que chamamos de clássico da perfumaria  parece fácil, mas preferências pessoais de quem a elabora, geralmente fazem com que tal lista acabe por ser tendenciosa, seguindo apenas uma linha de notas aromáticas.

Sabendo disso, e discordando da maioria das listas que conheço, vou procurar ser a mais imparcial possível e apresento aqui o que, para mim, representa o que há de mais clássico na perfumaria mundial. Por isso, a lista procurará seguir uma ordem alfabética para a apresentação, e não valores, importância ou cronologia dos perfumes.

Eis aqui então, a partir daqui, alguns perfumes que considero  
Clássicos da Perfumaria:
 1)     4711 Original Eau de Cologne, Maurer e Wirtz 

A primeira Água de Colônia (sim, foi criada na cidade homônina) possui, de saída notas cítricas de tangerina, limão, óleo de laranja, além de pêssego e manjericão. As notas intermediárias são ciclâmem, lírio, melão, jasmin e rosa da Bulgária. Já as notas de fundo são patchouli, vetiver da Tailândia, almíscar, sândalo e musgo de carvalho e cedro. A mais original, famosa e copiada água de colônia do mundo foi elaborada por Willielm Muelhens em 1792.



2)    Arpége, Lanvin




O perfume que tem seu nome advindo de um termo da música, também conhecido como o perfume das mil flores foi criado, em 1927, por Paul Vacher e André Fraysse para a dona da casa Lanvin, Jeanne, que junto da filha Marie Blanche, foram eternizadas pelo ilustrador Iribe em dourado, no elegante e original frasco negro.A fragrância é um floral aromático aldeídico, com notas amadeiradas e atalcadas. O ylang-ylang, a rosa, o jasmin e o coentro são as notas de abertura que se misturam ao toque oriental do sândalo e das pétalas de jasmin, rosas e da tuberosa. É impossível descrever cada nuance das flores,  pois entremeado aos aromas  florais brancos, percebe-se um sutil aroma de bergamotas e folhas verdes.  A fragrância foi levemente reformulada em 1993 e em 2013 a casa comemorou o  85.o aniversário do perfume lançando uma coleção especial na qual o perfume vinha dentro de uma refinada e delicada minaudière. 

 Fotos Google e Arquivo Pessoal

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Fuckin' Perfect, by P!nk - Stop Motion





Fuckin' Perfect, by P!nk - Stop Motion



Trabalho Final dos meus alunos do 2.o ano do Ensino Médio da Escola Museu de Uberlândia.


Congratzzz  to you all!!







quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Blog do Dado Macedo: 25 Anos de 'Cloud Nine'

Parodiando Dado Macedo, vale dizer que a simplicidade, a ternura, o divino e a pureza de Someplace Else, talvez a balada mais romântica de George, nos fará sempre recordar de quão grande e sublime era o seu talento.
Dado, nem preciso dizer o que achei do post, né?





Leitura obrigatória para quem gosta de boa música!!!



Blog do Dado Macedo: 25 Anos de 'Cloud Nine': No início de 1987, George Harrison voltava de um período de retiro. Ele ficara 5 anos sem gravar, dando atenção a família, e a seu maio...